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Setor atacadista do Espírito Santo chega a 4,3 mil empresas e gera mais de 100 mil empregos

Segmento responde por 29,2% da arrecadação de ICMS no Estado e está presente em 76 municípios capixabas

O setor atacadista do Espírito Santo alcançou 4.366 empresas e passou a responder por mais de 100 mil empregos diretos e indiretos no Estado. O segmento também se destaca na arrecadação de ICMS, com R$ 6,6 bilhões recolhidos em 2025, o equivalente a 29,2% da receita total do imposto no Espírito Santo.

Os dados fazem parte de uma análise de competitividade elaborada pelo Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades) em parceria com a Fecomércio-ES. O levantamento reúne informações da Pesquisa Compete Atacadista, realizada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes).

Em quatro anos, o número de empresas atacadistas passou de 2.745, em 2020, para 4.366, um crescimento superior a 59%. No mesmo período, os empregos diretos aumentaram de cerca de 36 mil para mais de 56 mil.

O setor está presente em 76 dos 78 municípios capixabas, com maior concentração em Serra, Vila Velha, Vitória, Cariacica e Linhares. Atualmente, representa 5,1% dos empregos formais do Estado.

Entre os segmentos que mais empregam está o de mercearia, alimentos e bebidas, que reúne 899 empresas e quase 20 mil postos de trabalho.

Pesquisa aponta força do setor

A Pesquisa Compete Atacadista contou com 2.029 empresas beneficiárias do programa. Juntas, elas registraram faturamento de R$ 225 bilhões, sendo aproximadamente R$ 27,3 bilhões gerados no Espírito Santo.

O levantamento estima ainda R$ 14,3 bilhões em compras operacionais para o período de um ano, com investimentos previstos principalmente em armazenagem, máquinas e equipamentos.

Outro dado aponta a capacidade do Espírito Santo de atrair empresas: 33,4% dos negócios pesquisados já atuavam em outros estados antes de se instalarem no território capixaba.

O modelo de atacado de entrega é predominante, adotado por 76,2% das empresas, reforçando a importância da estrutura logística do Estado.

Entre os segmentos com maior faturamento estão Medicamentos e Materiais Hospitalares, com R$ 73,1 bilhões; Alimentos e Bebidas, com R$ 37,7 bilhões; e Eletroeletrônicos, com R$ 29,6 bilhões.

A pesquisa completa pode ser consultada no site do Sincades.

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