Crime foi cometido em maio deste ano e, segundo a Polícia Civil, teria sido ordenado por uma organização criminosa que atua no distrito de Barra do Riacho.
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu, na tarde desta terça-feira (04), dois homens, de 27 e 32 anos, investigados pelo homicídio qualificado de Fagner Santos Brito, ocorrido em maio deste ano, no município de Aracruz. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz, com apoio da 13ª Delegacia Regional e da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES).
Os mandados de prisão temporária foram cumpridos nos bairros Morobá e Vila do Riacho. Durante a operação, os policiais também cumpriram um segundo mandado de prisão contra o investigado de 27 anos, que era procurado pelos crimes de sequestro e tortura.
A vítima, Fagner Santos Brito, foi encontrada morta no dia 23 de maio, em avançado estado de decomposição. De acordo com a perícia, o homem foi executado com diversos disparos de arma de fogo, que atingiram principalmente a região abdominal e as costas.
O suspeito de 32 anos foi localizado em via pública. Durante a prisão, os policiais apreenderam o aparelho celular dele, que será analisado para auxiliar na continuidade das investigações.
Já o segundo investigado foi encontrado em Vila do Riacho. Durante a abordagem realizada por equipes da PMES, ele informou que guardava uma pistola calibre .380 dentro de uma mochila. A arma, uma CZ 75 P-07, estava carregada com 15 munições e foi apreendida. Além do cumprimento dos mandados judiciais, ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Segundo o delegado titular da DHPP de Aracruz, Vicente Pellegrino Neto, as investigações apontam que o homicídio foi motivado por uma ordem de uma organização criminosa instalada em Barra do Riacho.
Conforme o inquérito policial, a vítima teria descumprido regras impostas pelo grupo criminoso, o que teria motivado sua execução. Ainda de acordo com a Polícia Civil, a organização exerce forte controle sobre a comunidade local por meio de ameaças, violência e tortura, principalmente contra pessoas suspeitas de colaborar com as forças de segurança.
Após os procedimentos de praxe, os dois investigados foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos no crime.


