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Policial militar é condenado a 32 anos de prisão pela morte do músico Guilherme Rocha em Vitória

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) obteve a condenação de Lucas Torrezani de Oliveira a 30 anos de reclusão e 2 anos de detenção pelo assassinato do músico Guilherme Rocha. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (20), no Tribunal do Júri de Vitória, e teve duração de quase 15 horas.

A condenação foi conquistada pela Promotoria de Justiça Criminal de Vitória. O réu respondeu por homicídio qualificado, com reconhecimento das qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, também foi condenado por abuso de autoridade, devido ao uso indevido da condição de agente público durante o crime.

A sentença ainda determina o pagamento de indenização de R$ 500 mil à família da vítima.

Segundo o Ministério Público, o crime teve origem em desentendimentos recorrentes relacionados a reclamações de moradores sobre perturbação do sossego no condomínio onde vítima e acusado residiam, em Jardim Camburi, Vitória.

De acordo com a denúncia, na madrugada de 17 de abril de 2023, Guilherme Rocha voltou a reclamar do barulho provocado por um grupo reunido em uma área comum do residencial. A discussão teria evoluído, momento em que Lucas Torrezani sacou uma arma de fogo e intimidou a vítima utilizando sua condição de policial militar. Em seguida, efetuou um disparo que atingiu Guilherme.

Ainda conforme as investigações, a vítima estava em situação que dificultava sua defesa no momento do disparo. Mesmo ferido, Guilherme tentou deixar o local, mas caiu próximo à entrada do condomínio e morreu em decorrência dos ferimentos.

Durante o julgamento, os promotores Rodrigo Monteiro e Bruno de Oliveira defenderam as provas produzidas ao longo da investigação e da instrução processual, que fundamentaram a condenação.

“Esta condenação reforça que crimes dessa natureza não podem ficar impunes. O resultado não vai trazer a vítima de volta, mas traz à família o conforto de que a Justiça foi feita”, afirmou o promotor Rodrigo Monteiro.

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