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Polícia investiga servidores da saúde por suposto esquema de venda ilegal de medicamentos na Grande Vitória

A Polícia Civil do Espírito Santo investiga a participação de servidores públicos da área da saúde em um esquema clandestino de comercialização de medicamentos, incluindo canetas utilizadas para emagrecimento, na Grande Vitória. De acordo com as investigações, os produtos eram vendidos de forma irregular e aplicados até mesmo dentro de unidades de saúde para transmitir credibilidade aos clientes.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (28) durante coletiva da Operação Efeito Colateral, coordenada pela Superintendência de Polícia Especializada (SPE). Durante a ação, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos e seis pessoas acabaram presas, entre elas o homem apontado como líder do grupo criminoso.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início há cerca de seis meses e apura crimes relacionados ao contrabando, armazenamento e venda de medicamentos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O superintendente da SPE, delegado Rafael Correa, afirmou que parte dos investigados atua em postos de saúde e utilizava os próprios locais de trabalho para aplicar os medicamentos adquiridos ilegalmente.

Ainda conforme a polícia, o grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar os produtos e negociar as vendas. Os anúncios eram feitos principalmente pelo Instagram, enquanto as tratativas com clientes aconteciam por meio do WhatsApp.

As investigações apontam que a organização possuía divisão de tarefas entre os integrantes. Havia responsáveis pela divulgação dos medicamentos, emissão de receituários e até utilização de carimbos médicos, cuja procedência ainda está sendo apurada.

A Polícia Civil informou que os suspeitos residem em cidades como Serra e Vila Velha, mas as unidades de saúde onde os servidores trabalham ainda não foram divulgadas.

Durante as buscas, os policiais apreenderam mais de 100 ampolas de medicamentos, incluindo produtos vencidos e substâncias sem autorização para comercialização no Brasil. A suspeita é de que parte do material tenha sido desviada de farmácias públicas.

A corporação informou que as investigações continuam e novas fases da operação não estão descartadas.

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