Comunidades de Campo Grande, Urussuquara e região litorânea de São Mateus intensificaram os protestos contra a falta de infraestrutura básica e a demora do poder público em atender demandas antigas. Na manhã desta quarta-feira, eles interditaram um trecho de estrada que dá acesso à região, como forma de chamar a atenção das autoridades e cobrar providências urgentes.
O sentimento predominante entre os moradores é de abandono, diante de problemas que se arrastam há anos sem solução efetiva. Cansada de esperar, a população decidiu se mobilizar e encaminhou uma série de reivindicações, reforçando a necessidade de investimentos imediatos. Entre os principais pedidos está o asfaltamento das rodovias ES-010 e ES-315, consideradas fundamentais para o deslocamento de moradores, escoamento da produção e acesso a serviços essenciais.
Outro ponto crítico é a construção de uma ponte na ES-315, na localidade de Sítio da Ponta/Barra Nova, estrutura considerada indispensável para garantir mobilidade e segurança, principalmente em períodos de chuva. Na área da educação, a situação é ainda mais preocupante. Há mais de 15 anos, estudantes da comunidade de Campo Grande de Baixo frequentam aulas em um espaço improvisado, adaptado de uma residência, sem estrutura adequada. A falta de salas apropriadas, biblioteca, refeitório e áreas de lazer compromete o aprendizado e evidencia a urgência na construção de uma nova escola.

A saúde pública também enfrenta dificuldades. Moradores denunciam que o atual espaço utilizado como unidade de atendimento não atende aos requisitos básicos, prejudicando tanto os usuários quanto os profissionais. A construção de uma Unidade de Saúde adequada é vista como prioridade. Outro questionamento envolve três veículos adquiridos por meio de emenda impositiva destinada à área da saúde. Segundo a comunidade, os automóveis deveriam estar atendendo as localidades de Campo Grande, Urussuquara e Nativo, mas ainda não foram disponibilizados.
Além disso, a população cobra investimentos em qualidade de vida, como a criação de áreas de lazer com praça, academia popular, parque infantil, campo de futebol e quadra poliesportiva. Também estão entre as demandas a ampliação da iluminação pública e melhorias nas ruas laterais e transversais.
Com o protesto e a interdição da estrada, os moradores esperam que o poder público finalmente apresente respostas concretas. Para eles, não se trata apenas de obras, mas de dignidade, segurança e respeito com quem vive e contribui diariamente para o desenvolvimento da região.


