Uma ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar do Espírito Santo resultou na prisão de um homem de 32 anos, investigado pelos crimes de estupro virtual e extorsão, praticados por meio das redes sociais. A operação foi realizada na noite da última sexta-feira (30), no município de Pinheiros, e serve de alerta para pais e responsáveis sobre os riscos enfrentados por crianças e adolescentes no ambiente digital.
A prisão foi efetuada por equipes da Delegacia de Polícia de Mantenópolis, com apoio da 19ª Companhia Independente da PMES, em cumprimento a mandados de prisão e busca e apreensão. O investigado é acusado de abordar a vítima, moradora de Mantenópolis, utilizando perfis falsos em redes sociais, passando a constrangê-la e ameaçá-la durante videochamadas.
De acordo com o delegado Robson Peixoto de Oliveira, responsável pela investigação, o suspeito utilizava grave ameaça para forçar a vítima à prática de atos libidinosos. “Para intensificar a coação e causar terror psicológico, ele exibiu durante as transmissões uma réplica de fuzil do tipo Airsoft”, explicou. A autoria foi confirmada por meio de técnicas de inteligência policial e confronto biométrico, com apoio da Deic de Venda Nova do Imigrante e das delegacias de Montanha e Pinheiros.
Durante o cumprimento dos mandados, o investigado foi localizado em sua residência, onde os policiais apreenderam a réplica de fuzil, outras três pistolas de Airsoft, dispositivos eletrônicos, além de munições de calibres 9mm, .380 e .22. Ele foi encaminhado à 17ª Delegacia Regional de Nova Venécia, sendo autuado em flagrante por posse e porte ilegal de arma de fogo e munições, inclusive de uso restrito. Após os procedimentos legais, foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Mateus, onde permanece à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, o preso já possui histórico criminal por crimes semelhantes, inclusive contra a ex-companheira, e havia sido denunciado pelo Ministério Público Estadual por registro e divulgação não autorizada de intimidade sexual, além de perseguição (stalking).
Alerta aos pais e responsáveis
O caso chama a atenção para a necessidade de vigilância e diálogo constante com crianças e adolescentes sobre o uso da internet. Especialistas e forças de segurança orientam que pais acompanhem redes sociais, conversem sobre os riscos de interações com desconhecidos, evitem a exposição excessiva de imagens íntimas e incentivem a denúncia imediata diante de qualquer situação suspeita.
“O uso da tecnologia para cometer crimes sexuais tem se tornado cada vez mais frequente. A denúncia é fundamental para interromper essas práticas e proteger novas vítimas”, destacou o delegado. A Polícia Civil reforça que está preparada para acolher denúncias e atuar na responsabilização dos autores.
Casos de violência sexual, virtual ou presencial, podem ser denunciados de forma segura nas delegacias ou pelos canais oficiais das forças de segurança.


