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Após 23 anos, Justiça condena juiz aposentado a 24 anos pela morte de Alexandre Martins

O juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do magistrado Alexandre Martins de Castro Filho, crime ocorrido em março de 2003. A decisão foi anunciada na tarde desta quinta-feira (12), durante sessão realizada no Salão Pleno do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, em Vitória.

Juiz condenado a 23 anos de prisão.

O processo teve como relator o desembargador Fábio Brasil Nery, que também votou pela perda do cargo e pela cassação da aposentadoria de Leopoldo. A posição foi acompanhada pelos demais desembargadores da Corte. Com isso, além da pena de prisão, o condenado deixa de ocupar o cargo de juiz aposentado e perde os vencimentos relacionados à função.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Antônio Leopoldo foi apontado como um dos mandantes do homicídio do juiz Alexandre Martins. Ele era o último acusado que ainda aguardava julgamento no caso.

Durante o julgamento, a defesa sustentou que o magistrado teria sido vítima de latrocínio — roubo seguido de morte. No entanto, a tese foi rejeitada pelo relator e pelos demais integrantes do tribunal.

A sessão foi acompanhada por Alexandre Martins, pai do juiz assassinado. Ao chegar ao tribunal, ele afirmou que aguardava pela conclusão do julgamento há 23 anos.

Você se lembra desse caso ?

O juiz Alexandre Martins de Castro Filho foi morto aos 32 anos, no dia 24 de março de 2003, após ser atingido por três disparos quando chegava a uma academia no bairro Itapuã, em Vila Velha.

Ao todo, dez pessoas foram denunciadas por participação no crime. Entre os acusados, apenas Antônio Leopoldo ainda não havia sido julgado até então. Ele sempre negou envolvimento no assassinato.

As investigações levaram ao nome do magistrado em 2005. Na época, após prestar depoimento, ele teve a prisão preventiva decretada e foi encaminhado ao Quartel da Polícia Militar, em Vitória, onde permaneceu por mais de oito meses até obter habeas corpus.

O julgamento acabou sendo adiado diversas vezes ao longo dos anos devido a recursos apresentados pela defesa em instâncias superiores, o que prolongou o processo por mais de duas décadas.

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